terça-feira, 6 de abril de 2010

Exploração sustentavel do pequi



"O PEQUI RENDE MAIS COM MENOS EXPLORAÇÃO" O QUE FOI FEITO DO PROJETO DO PNUD?
(Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, projeto este direcionado para orientar a exploração de maneira sustentável do Pequi, temendo a sua diminiução e um conseqüente desequilíbrio ecológico na Chapada de Araripe).

"Ensinar comunidades a fazer o manejo da fruta de maneira a aumentar a produção e diminuir danos ambientais é fundamental".

O pequi é um fruto do tamanho de uma laranja pequena, é típico do Cerrado brasileiro, mas há um oásis na Caatinga em que ele é abundante: na Chapada do Araripe, no Ceará. Em uma altitude de 800 metros, com serras que dificultam a passagem das nuvens, a região tem clima diferente do restante do Nordeste: é mais úmido e mais chuvoso, o que favorece a produção do fruto. E é dele que a maioria das comunidades da Chapada tira seu sustento.
“O pequi é parte da tradição dos moradores da Chapada do Araripe”, afirma Francisco Campello, coordenador de um Projeto Manejo Integrado de Ecossistema para o Bioma Caatinga, do GEF (Fundo para o Meio Ambiente Mundial) e do PNUD, em 2005. O fruto é usado principalmente para a produção de óleo (produto que é vendido na região de Juazeiro e em alguns lugares do Estado de São Paulo), além de aparecer como ingrediente em vários pratos típicos da região.

O projeto coordenado por Campello visava ajudar a população local a tirar o máximo proveito possível do pequi, com impacto ao mínimo na floresta. A primeira vertente consiste em ensinar a melhorar a produção do óleo de pequi através de novas técnicas e a produzir outras coisas com essa matéria-prima. “A popa do pequi também pode ser usada para ração animal, e a amêndoa pode gerar um óleo fino, bastante apreciado pela indústria de cosméticos, por exemplo”, afirma Campello.

Ensinar os moradores das comunidades da Chapada a agregar mais valor ao pequi tem uma importância dupla: oferecer uma fonte alternativa de renda e, ao assegurar uma maior lucratividade por fruta, evitar que se retire tanto fruto da mata.

A segunda vertente do projeto, consistia em trabalhar com as comunidades para diminuir a degradação da floresta. Apesar de ser um recurso não-madeireiro, explorar o recurso sem um manejo sustentável também enfraquece a mata da região da Chapada do Araripe: o fruto é consumido por diversas espécies de pássaros e outros animais, que não apenas se alimentam como espalham a semente do pequi pela floresta, permitindo o crescimento de novas plantas. Se tudo for usado para consumo humano, diminui o alimento das espécies animais e diminui também a quantidade de árvores na floresta.

Antigamente, os moradores pegavam apenas os pequis que estavam já amadurecidos e caídos no solo. “Eles eram chamados de catadores de pequi porque, realmente, apenas catavam as frutas do chão”, conta Campello. O aumento da demanda pelo fruto, no entanto, fez as comunidades passarem a explorar mais o recurso, chegando a balançar os galhos para derrubar o fruto ainda verde.

“Retirar o pequi antes da hora é ruim tanto para o meio ambiente quanto para a comunidade. O fruto verde não faz um bom óleo e sua retirada atrapalha o desenvolvimento da floresta”, afirma o coordenador do projeto.

Para mudar a atitude dos moradores, os técnicos do programa foram de grupo em grupo ensinando por que é importante fazer a exploração de maneira sustentável. Com isso, a população aprendeu a não chacoalhar os galhos das árvores e a retirar apenas os frutos do chão — ainda assim, deixando uma parte para ser consumida pelos animais, para que outras árvores possam nascer.

O trabalho do projeto com as populações do Araripe gerou ainda um último benefício. A produção de pequi de algumas comunidades está sendo comprada antecipadamente pela CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), como parte de uma outra iniciativa do PNUD, o Projeto de Revitalização da Companhia Nacional de Abastecimento. O fruto comprado pela CONAB é usado para dar alimento aos projetos sociais do governo na região.

A Chapada do Araripe é uma das nove regiões selecionadas pelo Projeto de Manejo de Ecossistema do Bioma Caatinga em sua primeira fase. Essas áreas, segundo Campello, foram escolhidas por terem problemas representativos da região. Quando a segunda fase entrar em operação, as experiências desenvolvidas nesses locais serão repetidas em outros pontos da Caatinga. E, ao final, na terceira etapa, o objetivo é ter bases para a formulação de políticas públicas efetivas para ajudar a população que vive nesse bioma.

MARÍLIA JUSTE
fonte: odemocrato.blogspot.com

Mais destaque na mídia Cearense!!!


Desta vez foi o jornal Diario do Nordeste(03/04/2010) que expos nossa conquista.

domingo, 4 de abril de 2010

DICA SIFE: Os sete pecados capitais do PowerPoint

Antes de preparar sua próxima apresentação, use a lista de pecados a seguir como uma checklist dos principais pontos que devem ser evitados:

1-Começar se desculpando: “Ficou pronto agora”, “não tive tempo suficiente para me preparar”, “minha voz pode falhar”, “estou substituindo quem realmente entende do assunto”, “não sei usar direito este equipamento” – é possível que seja tudo verdade, mas se você não disser, talvez boa parte do público nem note. Só que quando você diz, você garante que as pessoas prestarão atenção a estas deficiências (ainda que mínimas), quando deveriam estar atentas à sua mensagem. Tenha fé em si mesmo, e deixe sua mensagem ser o centro das atenções.

 Quem ainda aguenta?
  
2-Transições, efeitos sonoros, cliparts e modelos padrão – quem aguenta aqueles bonequinhos de palitos, imagens de troféus para representar as metas, e outros grafismos e conjuntos de cores, layouts e estruturas visuais que vêm com a ferramenta e são usados desde o tempo do guaraná de rolha? Imagens representativas são ferramentas poderosas, mas pesquise algumas melhores, ou recorra a quem possa lhe ajudar com isso! As transições, mesmo quando não são “as mesmas de sempre”, ainda têm o ponto negativo de atrair a atenção do público para longe de você bem no momento em que eles deveriam estar olhando você apresentar a nova idéia que o levou a mudar de slide. 

3-Excesso de texto: Slide não é apostila, nem enciclopédia, nem guia para o apresentador. Use o visual da sua apresentação para ilustrar, dar uma visão de conjunto e complementar, não como uma base de texto para o público ler enquanto você fala a mesma coisa. Uma boa regra para garantir que o slide não vire apostila é obrigar-se a usar só fontes grandes (tamanho 30, e não tamanho 12…)


4“Vocês estão conseguindo ler?”: Esta frase deveria ser proibida. Se você tem dúvida, não deveria ter construído o slide assim. E o pior: isso costuma acontecer em slides com dados importantes, scanneados ou colados de outros documentos feitos para serem lidos sobre a mesa. Se você tem uma massa de dados que é importante o suficiente para estar na sua apresentação, não basta copiá-la, é necessário torná-la legível e compreensível na forma de slides, mesmo que seja necessário transpor, exibir graficamente, quebrar em vários slides, ou selecionar apenas a parte essencial.


5-Depender da ferramenta: se a apresentação for importante para você, você é o maior interessado em garantir que tudo irá bem. Leve consigo cópias extras dos arquivos necessários, sem jamais depender apenas de uma mídia – o drive de CD pode não estar funcionando, o pen drive pode não ser reconhecido, o projetor pode ser incompatível com seu notebook. Teste tudo antes, porque na hora da verdade tudo fica muito mais difícil. E saiba o que irá fazer caso a tecnologia falhe epicamente por razões fora do seu controle – idealmente você estará familiarizado com seu conteúdo e poderá ao menos fazer uma breve exposição de 10 minutos sobre os pontos principais, mesmo que o projetor e o notebook tenham queimado simultaneamente, como já vi acontecer.


6-Usar tempo demais: bons comunicadores conseguem adequar qualquer tema a qualquer quantidade de tempo disponível – sejam 5 minutos ou 5 horas, e merecem nossa admiração por isso. Mas nem todos somos bons comunicadores, e erramos quando tentamos fazer nossas apresentações preencherem o tempo que estiver disponível. Mesmo na sala de aula, a apresentação é uma técnica para transmitir uma mensagem, e não para preencher um determinado tempo. Saiba qual a sua mensagem, e faça com que a apresentação dure apenas o necessário – não a encha de introduções, históricos, complementos e anexos. O tempo do seu público é valioso, e a capacidade de manter a atenção focalizada em você é sempre limitada. Se você desperdiçá-la com longas introduções, vai sentir falta dela quando chegar ao filé mignom de sua mensagem.
  
7- LER: coloquei o verbo em maiúsculas, porque ler é mesmo um dos maiores pecados, mesmo sendo uma palavra tão curta. O apresentador não deve ler nada – nem os slides, nem anotações, nem um trecho da apostila. O público sabe ler, e consegue ver o seu slide. Fale com eles, ouça-os, e saiba o que dizer, na sequência certa, e com todos os pontos principais. Se houver algum aspecto textual da sua apresentação que não é importante o suficiente para ser aprendido e memorizado por você, provavelmente ele não é importante o suficiente para estar nela, também.

Resumindo em uma frase curta

Na hora de compor seus próximos slides,

Resumindo em uma frase curta

Na hora de compor seus próximos slides, a “regra dos 10/20/30″, proposta por Guy Kawasaki, é um primor de simplicidade, porque foi composta por alguém cuja atividade profissional exigia assistir a grande número de apresentações diferentes todos os dias, e serve como uma linha geral, que você pode flexibilizar apenas no que for essencial.
Vou resumi-la: nenhuma apresentação efetiva deve ter mais de 10 slides, durar mais de 20 minutos ou ter alguma fonte de tamanho menor que 30.
Apresentações servem para transmitir idéias. Use-as bem, e elas funcionarão a seu favor. Caso contrário… a idéia que você transmitirá poderá funcionar contra você.
, proposta por Guy Kawasaki, é um primor de simplicidade, porque foi composta por alguém cuja atividade profissional exigia assistir a grande número de apresentações diferentes todos os dias, e serve como uma linha geral, que você pode flexibilizar apenas no que for essencial.
Vou resumi-la: nenhuma apresentação efetiva deve ter mais de 10 slides, durar mais de 20 minutos ou ter alguma fonte de tamanho menor que 30.
Apresentações servem para transmitir idéias. Use-as bem, e elas funcionarão a seu favor. Caso contrário… a idéia que você transmitirá poderá funcionar contra você.


 fonte: http://www.efetividade.net/2010/03/25/os-sete-pecados-capitais-do-powerpoint/